João Colucci e o Litoral Norte: por que os municípios precisam ter voz em Brasília
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Candidato a deputado federal e atual vice-prefeito de Ilhabela defende uma representação municipalista para transformar demandas comuns da região em força política e capacidade de articulação nacional
O Litoral Norte de São Paulo tem uma característica que também representa um de seus maiores desafios: quatro municípios diferentes, mas problemas que não terminam na divisa de uma cidade.
Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba formam uma região marcada pela força do turismo, pela atividade portuária, pelo comércio, pelos serviços e por um patrimônio ambiental de dimensão nacional. Ao mesmo tempo, enfrentam questões que exigem planejamento integrado e articulação entre diferentes esferas de governo — da mobilidade ao saneamento, da infraestrutura turística à saúde, segurança e preservação ambiental.
É nesse cenário que João Colucci, candidato a deputado federal e atual vice-prefeito de Ilhabela, coloca o municipalismo como uma das principais bandeiras de sua candidatura.
Para ele, representar o Litoral Norte em Brasília não significa falar apenas por uma cidade, mas transformar demandas regionais em uma agenda política comum.
“Quem está no município sabe onde o problema começa, mas muitas vezes a solução depende de decisões e recursos que estão em Brasília. Nosso papel é fazer essa ponte. O Litoral Norte precisa transformar sua importância ambiental, turística e econômica em força política para buscar investimentos e soluções para a região”, explica.
A mobilidade é um dos exemplos mais claros
A Rodovia dos Tamoios é a principal ligação rodoviária entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte e tem papel estratégico para moradores, turistas, trabalhadores e para o desenvolvimento regional. Os investimentos realizados nos últimos anos, com a modernização da rodovia e a implantação dos novos contornos, demonstram o impacto que grandes obras de infraestrutura podem ter na dinâmica das cidades.
Para João, a experiência da Tamoios reforça a importância de planejamento de longo prazo e articulação política para garantir que os investimentos em infraestrutura acompanhem o crescimento da região.
Em São Sebastião, o novo acesso viário ao Porto recebeu investimento estadual de R$ 51,1 milhões, com o objetivo de melhorar a logística, aumentar a segurança e retirar o tráfego pesado da região central da cidade.
E, para quem vive em Ilhabela, a travessia também é uma questão regional. Durante a Operação Verão 2026, o sistema São Sebastião–Ilhabela recebeu reforço de embarcações e teve sua capacidade de transporte de veículos ampliada em 38% em relação ao verão anterior.
São questões diferentes, mas que fazem parte do mesmo desafio: melhorar a mobilidade de uma região que cresce, recebe milhões de visitantes e precisa conciliar qualidade de vida, desenvolvimento e preservação ambiental.
Saneamento, turismo e meio ambiente caminham juntos
Em junho de 2026, obras de expansão das redes de água e esgoto em áreas informais de São Sebastião e Ubatuba foram anunciadas com investimento de R$ 33,7 milhões, beneficiando cerca de 24 mil pessoas. O avanço faz parte do processo de universalização do saneamento na região.
O tema ganha ainda mais importância no Litoral Norte porque saneamento, preservação ambiental e turismo estão diretamente conectados. A região possui cerca de 1.987 km² de área terrestre, aproximadamente 70% protegida por Unidades de Conservação de Proteção Integral, além de 460 quilômetros de linha de costa, 184 praias e 41 ilhas.
Para João Colucci, esse patrimônio precisa ser tratado como parte de uma estratégia de desenvolvimento sustentável.“O Litoral Norte não pode escolher entre desenvolvimento e preservação. Precisamos planejar os dois juntos. Turismo forte depende de praias preservadas, saneamento, mobilidade, segurança, infraestrutura e, principalmente, qualidade de vida para quem mora aqui”, afirma.
Uma região preparada para crescer
O desafio, segundo João, é fazer com que o crescimento e a força do turismo se transformem em oportunidades para quem vive no Litoral Norte durante todo o ano.
A região recebe um fluxo de visitantes muito superior à sua população residente, o que aumenta a pressão sobre mobilidade, travessias, serviços públicos, saúde, segurança, abastecimento de água e saneamento. O próprio Governo do Estado adotou, em 2026, uma Operação Verão Integrada envolvendo segurança, saúde, saneamento, mobilidade e turismo para atender ao aumento sazonal da demanda.
Para João, essa realidade mostra por que a política regional precisa deixar de ser fragmentada. “Não adianta cada município lutar sozinho por aquilo que muitas vezes é uma demanda de toda a região. Precisamos unir as cidades, estabelecer prioridades e ter capacidade de articulação com o Estado e com o Governo Federal. É assim que o Litoral Norte pode conquistar mais espaço, recursos e investimentos”, afirma.
Da experiência de Ilhabela para o Litoral Norte
A proposta de João parte da experiência acumulada na gestão municipal de Ilhabela e amplia essa perspectiva para os demais municípios. Sua defesa é de um mandato municipalista, no qual Brasília esteja mais próxima das necessidades reais das cidades.
“Eu venho de um município e conheço a realidade de quem precisa fazer a política pública acontecer na ponta, com planejamento, responsabilidade e resultado. Quero levar esse conhecimento para Brasília e trabalhar para que os municípios tenham mais voz nas decisões que impactam diretamente a vida das pessoas”, conclui.
Mais do que representar uma cidade, a candidatura de João Colucci busca ocupar um espaço regional: fazer com que o Litoral Norte tenha uma voz capaz de articular suas demandas, defender seus interesses e transformar sua força turística, ambiental e econômica em investimentos, infraestrutura e oportunidades para quem vive na região.




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